As dez piores e as dez melhores coisas em um aeroclube

IMG_7215Plinio Lins –

Os itens a seguir são um resumo de coisas que escutei em diversas conversas de aeroporto Brasil afora, acerca de aeroclubes em geral. Foram ditas por pessoas que vivem, mais do que eu, inseridas no meio aéreo; e caso alguém se ofenda, saiba que estou apenas reproduzindo algo que é de circulação geral. Comecemos pelas coisas ruins:

As dez piores coisas em um aeroclube

1 – Ser presidido por quem não entende de aviação

Nada pior para pilotos, sócios e alunos, do que ter um presidente que sequer entende direito como voa um avião. Um indivíduo assim geralmente é mestre em colocar areia na engrenagem das atividades do aeroclube, vê perigo em tudo, coloca obstáculo em quase tudo que foge da rotina.

2 – Pano preto

11uwxftEsse é  famoso em vários ramos da aviação brasileira, e não poderia deixar de existir nos aeroclubes. O pano preto é uma barreira que o ego de pilotos mais experientes coloca em torno de certas coisas, provavelmente pelo receio de que os mais novos se tornem tão bons quanto eles, ou até melhores. Contam as coisas pela metade, colocam mistério onde não existe, escondem conselhos importantes, e por aí vai.

3 – Disputa de ego

RinhaEsse tem a ver com o item anterior, mas não ocorre entre um que sabe mais e um que sabe menos, e sim entre dois com igual experiência. Um quer ser melhor – ou parecer melhor – do que o outro.

4 – Criar dificuldade para vender facilidade

Morto pela burocracia

É a típica ‘burocracia’, que acaba institucionalizando o ‘pano preto’ no papel e nas regras. Algumas coisas são acessíveis, ou simples de resolver, mas certas pessoas gostam de complicar, criando milhares de requisitos e obstáculos, talvez por um mero ‘fetiche’ de estar complicando tudo, e passar com isso uma falsa impressão de que é uma instituição correta. E talvez até ‘faturar’ um pouquinho em cima disso…

5 – Exibicionismo

Customização-pintura-de-capacetesO exibicionismo acontece tanto em solo quanto em voo. Existem pessoas que fazem do aeroporto uma pista para se exibir. Em solo, causa antipatia à maioria das pessoas, e em voo é uma das maiores causas de desastres.

6 – Desleixo

aviao41Nada pior do que ver instalações caindo aos pedaços, sujas, aviões maltratados, sem manutenção, ou até mesmo abandonados. Quantos – dentre as centenas de aviões que já foram doados para os aeroclubes – ainda existem? Quantos desapareceram? Além do mais, hoje em dia os aeroportos com ares de ‘terreno baldio’ são um prato cheio para os olhos de empreiteiros sedentos por construir.

7 – Ser unicamente um curso para aviação comercial

Os aeroclubes foram fundados antes que o homem voasse (sim, o primeiro aeroclube do mundo foi fundado em 1898), e eram centros de confraternização social destinados a apoiar e promover todas as formas de voo, eventos e esportes aéreos. E  eram também centros onde se ensinava a voar. Mas de uns tempos para cá, no Brasil fixou-se uma mentalidade de que aeroclube é lugar somente onde se faz os cursos Teórico, PP, PC, Inva, etc, e terminado isso nunca mais se pisa lá. Deixaram de ser aeroCLUBES para virarem meras escolas de pilotagem,  concorrentes das escolas privadas. Não deveria ser assim: escola de pilotagem é uma coisa, aeroclube é outra. Inclusive segundo o RBHA 140, além do ensino a missão dos aeroclubes é “promover a prática da aviação civil, de turismo e desportiva, em todas as suas modalidades“.

8 – Feudo

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Nada pior do que um aeroclube cercado de arames farpados, muros altos e guardas pentelhos. Há dezenas de pequenos aeroportos que anos atrás eram acessíveis às pessoas, e hoje são fortalezas inexpugnáveis. Uma coisa é a segurança, outra é a barreira exagerada, em cima de pessoas de bem. Em certos lugares, se você olhar para um avião, acham que vai arrancar um pedaço; pior ainda é tirar foto – aí é certeza de encrenca. E considerando que em vários lugares urbanos um aeroporto geralmente atrai antipatia na vizinhanças, aumentar a distância com as pessoas comuns é dar um tiro no próprio pé.

9 – Panelinha

Isso não demanda muitas explicações. Segundo o dicionário, ‘panelinha’ é um fenômeno pelo qual um  grupo fica estritamente fechado e ninguém mais entra. Envolve combinações realizadas para tramar; tramóia realizada por pessoas que visam apenas seus próprios interesses. Há muitos aeroclubes por aí que não fazem a menor questão de atrair mais sócios, talvez por medo de que isso  mais cedo ou mais tarde tire a ‘panelinha’ do poder.

10 – Corrupção

Corrupção1Essa é a principal chaga em muitos aeroclubes do Brasil. Nosso país chegou a ter cerca de 400 aeroclubes na década de 1950, com aviões entregues de mão beijada… hoje os aeroclubes mal chegam a uma centena. Quantos deles não terão desaparecido por culpa de desvios de bens e de dinheiro? Aquilo que tanto xingamos em Brasília ou no governo estadual, pode existir ou ter existido debaixo da nossa fuça. Aeroclubes que promovem incessantes voos a um custo questionável da hora de voo (em alguns casos o voo ocorrendo somente no papel), dão curso a dezenas de alunos, e depois sucateiam aviões sob o argumento de que não tem dinheiro para mantê-los… E enquanto isso, dirigentes que estavam falidos ficam misteriosamente bem sucedidos depois que assumiram seus cargos. Não é errado ganhar dinheiro em cima da aviação; se alguém abre uma escola particular de pilotagem e fica rico, isso é mérito dele. Mas usar uma entidade de interesse social, construída com o bens da sociedade, para enriquecer o próprio bolso, torna alguém tão digno da guilhotina quanto um deputado corrupto.

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As dez melhores coisas em um aeroclube

1 – Direção com espírito aéreo

O maior benefício para um aeroclube é ser dirigido por quem é apaixonado por aviões e tudo que voa. Tendo isso, qualquer problema é mais fácil de resolver. Ademais, esse espírito ‘aéreo’ fará com que as atividades do aeroclube não se limitem à apenas um ramo específico da aviação, e sim abarcará várias modalidades de voo: avião, planador, acrobacia, ultraleve, balonismo, etc.

2 – Estímulo à transmissão de conhecimento

É o oposto do pano preto. Estimular pilotos a compartilhar experiências – boas ou más, acertos ou erros – com os demais pilotos, é um dos maiores benefícios que pode haver em um ambiente aéreo. Caso haja interesse em viabilizar isso, seguindo este link aqui há sugestões nessa linha.

3 – Humildade

Um sujeito humilde não é propriamente aquele que anda de roupa velha ou rasgada. É aquele que é honesto consigo mesmo; é aquele que, mesmo sabendo muito, não paga de ‘estrela’; é quem sabe reconhecer seus limites, e se coloca no seu devido lugar – nem acima, nem abaixo – sem mentir para si nem para os outros. Um piloto humilde fica feliz de ver os outros progredirem, e até ajuda no que for preciso. Com isso um aeroclube só tem a lucrar.

4 – Transparência

Transparência é antídoto para inúmeros problemas. Dentre outras medidas, sempre é bem vinda a planilha com descrição de entradas e saídas  de dinheiro, que aliás deveria ser disponibilizada para cada pessoa que quisesse vê-la  (de preferência afixada num mural). Com relação aos aviões, quantas e quantas vezes já ocorreram fatos de ficarem em manutenções intermináveis, sem que nenhum esclarecimento convincente fosse dado a alunos que já tinham horas pagas naquela aeronave? O que custaria passar um relatório da situação? Ademais, um bom aeroclube divulga as assembleias e reuniões, e não faz confabulações ou eleições na calada da noite.

5 – Aviões para todos

Num aeroclube ideal, os sócios e alunos teriam acesso a um número de aviões que fosse adequado à demanda (seja para voo de instrução, voo de recreação, etc). Inclusive, poderiam haver aviões restritos somente para voos dos sócios, sem que sofressem o desgaste da instrução. Por outro lado, não é bom que existam aviões aos quais só um ou outro privilegiado tenham acesso – os tais ‘aviões privativos’.  Num bom aeroclube, com exceção de exemplares mais complexos e que requeiram cuidados especiais para voar, todos os aviões deveriam ser acessíveis a todos que atendam os requisitos para voá-los.

6  – Promoção de eventos e ambiente de união e confraternização

Aeroclube tem que ser um lugar animado. Encontros e eventos aéreos, churrascos, bailes, etc, sempre darão visibilidade ao local, manterão o moral elevado, e, desde que bem organizados, atrairão algum tipo de retorno para a cidade ou região em que se localizem. Mas nada disso ocorre se não houver união e participação de todos. Não adianta reclamar da diretoria se, na hora que é preciso participação, os sócios e demais interessados inventam uma desculpa e tiram o corpo fora (prática extremamente comum no Brasil).

Baile no aeroclube de Macapá, nos anos 50

Baile no extinto aeroclube de Macapá, décadas atrás

7 – Organização

Por incrível que pareça, isso é necessário para que a coisa funcione… A ordem atrai paz. Quanto mais organizado, quanto mais clareza nas regras, menos stress haverá para os sócios, alunos e dirigentes. Menos brigas, portanto.

8 – Proximidade com a população

É o oposto do ‘aeroporto-feudo’. Menos muros e arames farpados, mais interação com o público. É comum hoje em dia vermos aeroportos (e em consequência, o aeroclube) serem ameaçados de despejo por conta de interesses escusos, a maioria ligados ao mercado imobiliário. Ora, se o aeroclube tiver uma característica social relevante, talvez esse tipo de problema poderia ser evitado. Colocar bancos sob árvores, fazer pequenas praças, disponibilizar horário de visitação, deixar um espaço para aeromodelistas, promover excursões de escolas, voos panorâmicos, etc. Também é uma boa ideia manter amizade e dar privilégios aos fanáticos por aviação (os famosos ‘ratos de hangar’) que por diversos motivos não podem pilotar. Eles colaboram mais do que se imagina.

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9- Valorização da memória

Os pioneiros do lugar, os antigos membros, ou quem em algum momento salvou ou levantou o aeroclube, são pessoas que sempre deveriam ser lembradas, e, quando vivas, deveriam sempre ser convidadas para os eventos. Além das pessoas, os aviões antigos do aeroclube deveriam ser preservados, e não ser sumariamente descartados ou deixados de lado quando não derem mais ‘retorno’. Existem diversas maneiras de se colocar um avião antigo para voar novamente, e sempre existirão apaixonados dispostos a fazer isso.

10 – Um bar ou restaurante (com vista para a pista)

Tem a ver com o item 7, e é fundamental. Um simples balcão e uma geladeira no hangar já são um bom começo, mas pode-se ir muito além e fazer algum convênio com quem entende do assunto. Um bar ou restaurante no aeroporto atrairão não somente pilotos, mas também amigos destes, e também jovens, adultos ou aposentados da cidade, etc. Além do que é um bom pretexto para sair com alguém e ficar olhando aviões. Há casos inclusive de bons bares ou restaurantes que atraem pilotos de outros lugares, que vão até lá só para usufruir dos quitutes ou do ambiente. Assim, aparecerão sempre aviões de outras bandas movimentando o aeroporto. Sem contar que a maioria de conversas produtivas para aviação sempre ocorre em ambientes assim. As conversas que deram origem a esse texto são um exemplo disso.

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28 Respostas para “As dez piores e as dez melhores coisas em um aeroclube

  1. Esse assunto seu, vem muito a acalhar, pois o Ministério Público abriu um inquérito civil número 1.34.001.001894/2013-34 para apuração de crimes no Aeroclube de São Paulo por parte da atual gestão dos diretores e do presidente.

    • Carlos, achei muito interessante seu comentario, me formei no ACSP, fui instrutor e vivenciei varias diretorias, todas sem exceção sempre tirando proveito proprio, mas com relação atual que já dura uns 13 anos, é realmente caso de policia, acabou com o que se podia charmar de aeroclube, dentre as inumeras falcatruas a entrega do local para o bar bhamma é sem duvida uma das piores dentre muitas.

  2. Só no de São Paulo? Eu seria capaz de elencar mais uns 10 aeroclubes que estão nas mãos de verdadeiras ‘máfias’. O de SP ainda tem cursos e alunos pelo menos. Se o MP quisesse realmente trabalhar, ia achar muita, mas muita sujeira. E a ANAC é cúmplice disso.

  3. Parabéns pelo texto Plinio.Seu conhecimento de aeroclube é muito bom.Vc fez um verdadeiro raio-x do que é um aeroclube brasileiro,pelo menos de alguns que eu conheci.Um abraço e sucesso na sua carreira(suponho que vc seja piloto profissional)PP,PC,PCS,PLA.

  4. Valioso texto. Essa parte que diz do pessoal que ‘tira o corpo fora’ veio muito a calhar. Brasileiro desiste fácil, quando vê qualquer coisa fora do lugar já encosta o traseiro no sofá, e depois fica reclamando do barco que afundou e falando que nada dá certo. Vê-se isso desde uma mera partida de futebol (onde frequentemente os jogadores caem em desespero e se desunem só porque tomam um gol) até os níveis mais altos das relações sociais. Brasileiro desanima fácil. Muito aeroclube afundou porque quem deveria ajudar pulou fora quando o tempo fechou. Não há nenhum aeroclube que aguente assim. Por isso somos o que somos.

  5. Plá Raul,
    Como você foi feliz nessa “reportagem” .
    Para se ter uma idéia, eu tenho 68 anos e brevetei em 1976, hoje moro em BH e até alguns poucos anos atrás pagava minhas mensalidades para me manter sócio e poder me manter voando, coisa
    que sempre me fascinou e fascina, até que uma nova diretoria do Aeroclube de MG, simplesmente, cancelou minha titularidade de sócio sem qualquer explicação razoável. Para você ter uma idéia, se procurar nos arquivos do Aeroclube não existe nem mais meu nome nem documentos.
    Tudo isso me caracteriza a famosa panelinha.
    Abraço

  6. É fato minha gente, nós ganhamos tudo e conseguimos acabar com tudo! Desconheço outro país onde o governo tenha doado tantos aviões como foi no Brasil!! E salvo honrosas exceções, conseguiram destruir quase tudo!! Que herança dos infernos deixamos para esses jovens pilotos de agora!! Quero aproveitar este oportuno artigo para deixar um lembrete, válido sobretudo para os aeroclubes que usam aviões doados ou emprestados pelo governo (DAC, ANAC, etc): Atenção cambada! Existe uma legislação (A Lei de Improbidade Administrativa) que torna crime não só você desviar o uso de um bem, como também desviar dinheiro obtido com o uso deles para o seu ‘caixa 2’.
    Vejam: “Estão também sujeitos às penalidades desta lei os atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público”. E “Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior”.
    E mais: Todo dirigente dessas entidades tem que fazer declaração de bens para o governo, quando entra e quando sai da diretoria. Se Quiserem conferir o que estou falando, vejam a própria lei: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8429compilado.htm.
    Não podemos deixar essa cultura da malandragem continuar destruindo a nossa aviação!! BASTA DE PICARETAGEM!
    A minha esperança está nessa geração nova, e vai ficar cada vez mais difícil manter certas oligarquias e coronelismos Brasil afora. E vocês da ANAC, tomem vergonha na cara e façam algo que preste: perguntem aos pilotos do Brasil quais são os aeroclubes em que eles confiam. Não perguntem para os chefes, e sim para a população de pilotos.
    ANAC, faça pesquisa de satisfação com os sócios e alunos. Abram um canal para reclamações e denuncias. E nos aeroclubes que não passarem no teste, destituam todo mundo, abram vagas para entrada de novos sócios, e que novas eleições sejam feitas! Recomeçar a partir do zero, antes que não sobre nada! Chega de farra!!

  7. Assunto legal! Espero que contribua para melhorar as coisas no país. Um aeroclube que se encaixa em quase todos os itens POSITIVOS dessa matéria é o Aeroclube de Itápolis, no interior paulista.

  8. Faltou comentar da falta de receptividade por parte dos presidentes de determinados aeroclubes para com os alunos pilotos, em sequer nunca cumprimentá-los no dia-a-dia. Pessoas que nunca puderam viver a aviação antes de chegar em um aeroclube, estão perdendo de ter uma referência sobre cordialidade!

    Bom texto!

  9. Eu acrescentaria uma coisa ruim – instrutores que só estão lá pra ganhar horas de vôo. Como regra, instrução de vôo no Brasil não sustenta ninguém, então não se vê instrutores fazendo carreira como instrutor, e portanto são poucos os bons instrutores.

  10. Quem quiser conhecer os 10 itens bons, visite o aeroporto de Pará de Minas-MG e também participe do aero-Rock que acontece em junho, todo ano.

  11. Muito bem colocado seu ponto de vista, mostra que realmente tem uma experiencia em aeroclubes, sou presidente do Aeroclube de Atibaia, e tive a honra de ler seu texto e ver o icone deste aeroclube ilustrado na entrada das dez coisas boas de um aeroclube, nosso velho guerreiro PP-GTI, e mais a baixo quando se refere ao ambiente e as pessoas apaixonadas num lugar bom de se estar a foto do aeródromo de Atibaia e ao fundo o nosso querido Aeroclube de Atibaia, esta convidado assim como todos os outros apaixonados que expressão cada um de sua forma o zelo e o cairnho por essas aronaves classicas que tantos anos carrega a historia da aviação de nosso país. Um grande abraço a todos e certamente o que pudermos fazer pra manter sempre esse lugar de sonho ativo com seriedade responsabilidade e amor iremos onde for! e vou compartilhar seu texto e nossas paginas obrigado por se manifestar e nos mostrar que em todos os lugares podemos contar com a força de vontade apoio a aviação nacional,

  12. Concordo com o Erik no tocante ao aeroclube de Itápolis. É o melhor aeroclube do Brasil. Sei que há outros que estão bem intencionados, mas pegaram aeroclubes tão detonados por diretorias anteriores que vão demorar muito para se soerguerem.

    • Esse Islon intitulado presidente do aeroclube é aquele que bateu no instrutor deles (Francisco Costa) agora em fevereiro: esse cara ainda se acha com moral pra colocar o nome dele aqui !!!!!

  13. Esse Islon intitulado presidente do aeroclube de atibaia, (um verdadeiro porra louca mentiroso, drogado que se passa por piloto, advogado é aquele que bateu no instrutor deles (Francisco Costa) agora em fevereiro. Esse cara ainda se acha com moral pra colocar o nome dele aqui!!!!

  14. Tenho saudades da época em que me brevetei no ACSP em P-56. Cada voo era uma emoção. Como eu admirava meus instrutores, Vitale, Conti, Valmir, o saudoso Batista, que me solou em Franco da Rocha. Hoje, com 70 anos, PLA aposentado, sinto falta das conversas de porta de hangar e das revoadas.

  15. Estes mandamentos sussuram ao meu ouvido como o canto de um colibri…. As pessoas deste nosso Brazil deveriam aprender a seguir estes mandamentos como lei da aviação dos homens justos e honestos. Obrigado a todos que seguem o texto.

  16. aqui em cornelio um ex presidente do aeroclube arrematou em um leilão 70.000 metros de terras contendo 8 hangares de 400 metros quadrados cada,uma casa do guarda campo um posto de combustivel, parte da estação de embarque por uma bagatela de R$46.000,00 a avaliação realizada por peritos era de R$850.000,00. caracterizando preço vil.ESTAMOS BRIGANDO NA JUSTIÇA DESDE 2008 .E POR ENQUANTO ELE CONTINUA ARRENDANDO PARTE DESSAS TERRAS E ALUGANDO OS HANGARES A r$ 780.00 MES.

  17. Parabéns Plínio, pela ousadia de por o dedo na ferida. Apesar de somente agora estar lendo seu texto – ainda é bem atual. Lembro de momentos em minha infância onde isto era prática comum em cidades por onde passei, frequentar associações desportivas, como lazer, interação. Meu pai, militar, viajava muito, além do que, eu lia tudo que caia nas mãos. Vivemos isso, como parte da que ocorre à sociedade brasileira. As pessoas se omitindo e os corruptos – lobos famintos – abocanhando espaço, insaciavelmente, para hoje serem donos do poder. Em seus feudos particulares, enriquecem de modo ilícito, sucateiam instituições. E os equipamentos, instrumentos e até aeronaves, são inutilizados a ponto de NÃO terem mais volta. É o oposto ao que acontece na Europa, por exemplo. Onde a memória de nossos pais, avós e bisavós é a razão de hoje existirmos. É ela que fez a história, com honra e heroísmo, ao custo de suor, sangue e vidas, muitas vidas. E que têm seu patrimônio preservado, a qualquer custo, como parte de sua herança cultural. Todos os tópicos do texto rememoram exemplos do nosso dia-a-dia, difíceis de não serem notados, e quase impossíveis de reversão. E não culpem a revolução de 60 por isso. Os ratos só tomaram conta do esgoto que este país se tornou, porque os gatos não fizeram sua parte – vigiar, cuidar. Hoje prevalece o “deixa eu tirar o meu pedaço, antes que acabe e eu fique sem”. Como exemplo semelhante, veja o que ocorre aos clubes de futebol do país. São donos de imensas áreas, valorizadas pela expansão imobiliária, e os clubes, todos falidos – sem exceção. Os sócios sem direito a nada, com um quinhão que vale tanto quanto um tostão furado. Enquanto a toda poderosa CBF, criando ladrões e poderosos, nadando de braçadas no dinheiro, escorraçando as agremiações que a sustentam. Enfim, é essa nossa triste realidade: pobreza cultural. Que acorrenta o atraso tecnológico e social e nos torna inúteis como seres humanos. Que só temos algum direito à vida, se nos escondermos em nossas jaulas. Ou seremos espoliados de nossos últimos bens e valores, pelas hordas das multidões imundas que nos atormentam, cercam, invadem e nos agridem.

  18. Meu nome é Ronaldo, pretendo me matricular no curso de PP.
    Moro em SP, proximo do aeroclube de SP.
    Tambem teria a possibilidade de estudar aos sábados no aeroclube de São José dos Campos.
    Alguem pode dar uma dica, faço o curso aqui na Capital ou deveria me digirir ao aeroclube de São José dos Campos ?

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