O novo estilo da Esquadrilha da Fumaça

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Todos sabemos que a Esquadrilha da Fumaça está desde o ano passado em fase de transição e adaptação para uma nova aeronave: O A-29 Super Tucano. Com o novo avião algumas diferenças deverão ser notadas nas apresentações, e estas dizem respeito tanto à máquina em si quanto à forma de voá-la.

Diferenças na pintura

Para quem já teve a oportunidade de observar ao vivo, certamente deve ter tido a sensação de que os aviões da Esquadrilha da Fumaça estão mais bonitos do que antes – apesar de, em tese, estarem com as mesmas cores, inspiradas na bandeira nacional. Mas isso não se deve somente à diferença de design ou tamanho entre o A-29 e o T-27, nem mesmo à bandeira desenhada na cauda, mas também a algumas alterações de tonalidades nas cores.

Quando os aviões estavam sendo preparados pela Embraer, a Esquadrilha recebeu o aviso de que deveria indicar os tons das cores a serem utilizados, sendo que tal padrão somente poderia utilizar tintas de cores do padrão Federal Standart (FS), cujos tons são essencialmente para aeronaves militares, acarretando um número limitado de opções, tendo em vista que a maioria são cores foscas e de camuflagem.

Considerando que o último padrão de pintura deixava o avião um pouco escuro quando em contraste com o céu, o Ten. Cel. Gobett, atual Comandante da Esquadrilha, aproveitou a ocasião para modificar algumas tonalidades das cores, sem alterar a ideia principal, que era manter os aviões nas cores da bandeira brasileira. Ele, como apreciador da aviação desportiva, já tinha construído para si um belo ultraleve avançado experimental Whisky IV, pintado também com as cores brasileiras, mas possuindo, no entanto, um azul de uma tonalidade mais clara, e um amarelo mais escuro – o que deixava o avião com uma combinação mais viva e atraente.

Partindo dessa experiência prática que favorecia a visualização no céu, decidiu-se que o A-29 poderia receber uma pintura mais ou menos nas mesmas tonalidades. Utilizando as cores que estavam disponíveis, o Comandante comparou-as com algumas chapas de metal que havia pintado em 2009 ao escolher os tons de sua aeronave e levou-as para a Embraer, juntamente com o Major Tonisso, Chefe da Seção de Material do EDA, para que tivessem uma ideia clara de como deveriam ficar os aviões da Esquadrilha. O resultado ficou espetacular, como todos poderão comprovar.

Pintura antiga: azul escuro, amarelo claro

Pintura antiga: azul escuro, amarelo claro

Pintura nova: azul mais claro, amarelo mais escuro

Pintura nova: azul mais claro, amarelo mais escuro

Assim, para todos que reproduzem essas aeronaves em pinturas, miniaturas ou modelos virtuais, fica a dica: as tonalidades de cor estão diferentes. No entanto, os tons de azul e amarelo da bandeira do estabilizador vertical e leme de direção ainda estão bem semelhantes aos que eram utilizados nos T-27.

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Diferenças no voo

Toda troca de aviões envolve uma série de mudanças, principalmente no tocante à alteração de desempenho. Com isso, o estilo de voo também muda. Foi assim quando a Fumaça mudou do T-6 para o Fouga Magister, quando voou o T-25 Universal, e por fim quando utilizou o T-27 Tucano.

Os fumaceiros de agora, encabeçados pelo Ten. Cel. Gobett, estão repassando com afinco todas as teorias de acrobacia aérea, para poder tirar o melhor do novo avião dentro das mais rigorosas normas de segurança.

O A-29 é um avião concebido principalmente para ataque. É uma máquina que possui diversas diferenças em voo com relação ao T-27, destacando-se a maior carga alar (possui as mesmas asas do Tucano, porém com mais peso) e tem a característica de ganhar muito mais velocidade nos mergulhos. Isso fez com o que o box de manobras aumentasse, assim como a altura necessária para recuperação em determinadas sequências, fazendo o estilo de demonstração ficar mais parecido com o utilizado com esquadrilhas que voam aviões a jato. O barulho do motor durante as acrobacias é uma atração à parte, e certamente fará muita gente vibrar. Além disso, ele pode realizar sem restrições a manobra ‘lancevak’, que sempre fez grande sucesso com o público.

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As manobras em formação já estão em fase final de treinamento, e os pilotos já voam com esmero todas as posições. No entanto, mais um tempo de treinamento vai ser utilizado para se chegar aos voos de formação com sete aeronaves e para efeitos de ajustes mecânicos nos aviões, possibilitando assim que o maior número de situações imprevistas seja descoberto e resolvido antes do retorno às demonstrações.

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Agradecimentos especiais: CECOMSAER, Ten. Cel Gobett, Ten. Quelli, Ten. Cocate

 

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